Mostrar mensagens com a etiqueta MOÇA D´ABRILA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta MOÇA D´ABRILA. Mostrar todas as mensagens

sábado, outubro 3

BEJA A CRESCER

Este post surge na sequência do anterior! GOSTO! E ponto final.

AQUILO



... que nos torna diferentes de todos os outros e que mais os irrita, é saberem que só mantêm o poder pelo dinheiro, enquanto houver dinheiro eles sabem que terão seguidores e campanhas eleitorais fortes.
Nós os comunistas, independentemente de haver dinheiro ou não, haverá sempre um património inestimável que é o potencial humano de que dispõe para trabalhar, com muita vontade, persistência, alegria e capacidade.

terça-feira, março 3

AVES RARAS

É prática corrente e este à semelhança dos outros não seria diferente, anos eleitorais, guerras politicas que quando vazias de conteudo, de propostas concretas e fundamentadas, são hilariantes. O abismo do ridiculo aguarda a queda em flecha dos socialistas alentejanos que apostaram no cavalo errado para a corrida eleitoral - Intervenção Social -
O trabalho autárquico desenvolvido pela CDU é orientado em função de vectores que contemplam fundamentalmente as pessoas, preocupação primeira para o desenvolvimento do trabalho em todas as áreas.
Desenvolvimento harmonioso - preservando a qualidade de vida das pessoas;
Modernidade e Criatividade - na implementação dos projectos e como polo impulsionador do conhecimento; ( de tal forma que as autarquias geridas pelo PS, só tardiamente copiam e implementam os mesmos projectos);
Preservação da Identidade Histórica e Cultural das populações.
É um trabalho que abrange as várias faixas etárias e problemáticas das familias.
Concretizando:
  • CPCJ ( Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em risco) - a verba disponibilizada pelo poder central não contempla o pagamento de:
- Instalações,
- viaturas,
- equipamento e material de desgaste necessário ao desenvolvimento do trabalho,
- técnicos e administrativos a tempo inteiro, funcionários das autarquias e que viabilizam o funcionamento das mesmas, sendo o seu vencimento pago pelas autarquias.
  • PCHI ( Programa Conforto Habitacional para Idosos) - Da responsabilidade do poder central, mais uma vez procuram as autarquias para parceiros e viabilizar no terreno medidas de politica social que de outra forma não lhes seria possível. Neste programa são partilhadas as responsabilidades da seguinte forma: Ao poder central coube assegurar o pagamento dos materiais necessários às intervenções nas habitações dos idosos, cabendo ás autarquias assegurar o pagamento da mão de obra, mas os custos de bastidores não são referidos no protocolo e mais uma vez sobra para as autarquias.
- recepção de candidaturas, implicando muitas horas de trabalho de várias pessoas para o mesmo,
- instrução das mesmas,
-viaturas e pessoal técnico para visitas domiciliárias e respectivo diagnóstico de necessidades,
-técnicos e outro pessoal para implementação, acompanhamento do processo e acompanhamento de obras,
- após a conclusão das mesmas, mais técnicos e outro pessoal para intrução da candidatura ao pagamento por parte do estado à parte que lhe compete e da qual assumiu compromisso de pagamento em protocolo.
  • SOLARH - Programa de recuperação de Habitação para familias carenciadas, onde ao poder central cabe disponibilizar uma verba definida para a recuperação das mesmas e às autarquias o papel de mediador, significando isto, em termos de custos,
- pessoal técnico da área social e engenharia para sinalização das situações objecto de candidatura,
- diagnóstico, instrução do processo
-e candidatura final ( com um infindável numero de papeis a preencher )
- posterior acompanhamento já na fase de implementação, muitas horas de trabalho pago pelas autarquias,
- viaturas para as visitas domiciliárias sempre que se justifiquem, dada a dificuldade de mobilidade de muitas das familias e os poucos recursos destas sobretudo em concelhos em que a sede, dista das freguesias muitos kilómetros.
  • RSI( Rendimento Social de Inserção) - mais uma medida de politica social que tem como parceiro obrigatório as autarquias, cujo papel é tão sómente,
- apoiar com mão de obra e materiais a recuperação de habitações de familias beneficiárias da medida,
- realojar em habitação social outras tantas,
-custear intervenções a nível de higiene habitacional.
Para além deste, há todo um trabalho de intervenção social efectuado por opção politica dos executivos camarários CDU e que extrapola em muito as competências para o efeito e pelo facto de se situarem numa linha de bastidor, não são visiveis e nem dão qualquer protagonismo aos eleitos CDU, que também não o procuram, mas que implicam a disponibilização de verbas que poderiam ser canalizadas para intervenções da sua competência e que certamente teriam a visibilidade necessária para o desenvolvimento de boas campanhas eleitorais.
São apenas alguns exemplos da participação e envolvimento das autarquias num trabalho de parceria com o poder central para a implementação de politicas sociais que deveriam ser da inteira responsabilidade do mesmo, uma vez que foi este, que atirou para a situação actual de pobreza as familias, fomentando o desemprego, permitindo a retirada de direitos conquistados ao longo de muitos anos de lutas e criando a instabilidade em que o país se encontra.
Levaram as pessoas a uma situação de completa dependência institucional, empurraram-nas para as situações de caridade em que se encontram e vêem reivindicar ao poder local CDU, o quê?
Tenham vergonha na cara, de uma vez por todas, porque constituem-se como meras peças de uma engrenagem demasiado sofisticada e maquiavélica para a vossa tão curta e suburbana inteligência, assim, nem nos lugares de assessores dos assessores vocês têm hipótese.
Vão lançando as achas, numa clara tentativa de desestabilização que a malta vai-se divertindo imenso, e já agora, fica-lhes muito mal mesmo a sofreguidão com que tentam roubar espaço e protagonismo aos profissionais da área das artes circenses, porque esses sim são profissionais e sérios no trabalho que fazem.

quarta-feira, fevereiro 11

É UM FARTAR VILANIA

Hoje, ao ver as notícias da SIC, veio à memória a frase que deu o título a este post, exactamente porque se tratava de falências fraudulentas de empresas, num tempo de crise, que se quer muito oportuno, porque trazem consigo o despedimento de milhares de trabalhadores com vínculos e direitos (finalmente, viram-se livres destes gajos), para daqui a algum tempo voltarem a abrir, mas desta vez, com "mão de obra escrava", porque a legislação laboral, recentemente e também muito oportunamente, aprovada e regulamentada o permite e incentiva.
Crise, despedimentos e mentes que se querem facilmente manipuláveis para diplomática e subtilmente tornar-mos subservientes.
O texto que a seguir vos deixo, foi retirado daqui

Luís Reis Torgal*

Sou historiador. Todavia, aprecio particularmente a ficção e não me preocupo que o teatro, o cinema ou a literatura criem “estórias” que, de forma assumida, alterem a história, para a interrogarem ou a criticarem.
Assim sucedeu, por exemplo, com o Cabaret da Santa, do companhia Teatrão, de Coimbra, numa co-produção luso-brasileira. Ali se evoca de forma humorística, entre o teatro brechtiano e a revista à portuguesa, vista à maneira brasileira, a chegada dos portugueses e de D. João VI ao Brasil e muito mais coisas, numa sucessão talvez excessiva (verdadeira rapsódia de cenas e de músicas), em interacção com o público, que se sente ora seduzido ora “enganado”, mas sempre entusiasmado.
Sobre Salazar, vi, já em posterior apresentação televisiva, Deus, Pátria e Maria, encenada, há alguns anos, no Teatro Maria Matos, da autoria de Maria do Céu Ricardo e com excelente interpretação de Márcia Breia. Mais recentemente, assisti a Férias grandes com Salazar, cujo original foi escrito pelo espanhol Manuel Martínez Mediero, apresentada pelo Teatro Nacional D. Maria II no pequeno Teatro da Politécnica.. E vi mesmo, sem me chocar, Salazar, The Musical, encenada no Teatro Villaret pelo inglês John Mowat. Independentemente de ter gostado ou não dessas peças, o certo é que se tratava também de ficção, estando bem definidos os planos da História e da “estória”, sem haver qualquer confusão.
O mesmo não se pode dizer desta Vida Privada de Salazar, apresentada em horário nobre pela SIC.
A vida íntima consistia, nesta apresentação de pretensões históricas, sem nenhuma qualidade, em conduzir o espectador a passar da visão de um “Salazar austero” para um “Salazar licencioso”, onde tudo é permitido, desde que encha os olhos de um público estranhamente à espera da última tirada do “Chefe”, que governou este país, em ditadura, durante cerca de quarenta anos.
Clara Ferreira Alves, num seu artigo do Expresso, em 21 de Março de 2007, dizia ironicamente: “Salazar é que está a dar”. E a cineasta Maria Medeiros, numa entrevista ao Jornal de Letras, em Junho de 2008, afirmou com desânimo: “Quando vou a Portugal choca-me a catadupa de livros, séries e produtos à volta de Salazar. Parece-me um absurdo. Nos outros países não há uma nostalgia assim de um ditador. Romantiza-se um período, ocultando o horror da tortura e da guerra”.

Na verdade, vale tudo, para que o produto se venda. Seja a Vida Privada de Salazar ou alguns livros que editores sérios deveriam ter vergonha de lançar no mercado, seja o concurso Grandes Portugueses, da nossa oficialíssima RTP, com a colaboração de muitos intelectuais da nossa praça, que colocou no pódio do “maior português de todos os tempos”… António de Oliveira Salazar!
Enfim, não é de admirar que, neste panorama — que nem sequer é apenas português —, se destruam a cultura, a indústria e o comércio nacionais, surja um desemprego nunca visto e se caia numa das maiores crises de sempre, com escândalos públicos e privados que todos os dias nos batem à porta. E ninguém parece lembrar-se que o fascismo surgiu de crises idênticas da democracia política e, sobretudo, de crises da democracia social e da ética, que alguns evocam só em momentos de puro oportunismo.

De resto, vale tudo…! Mesmo tudo!? Espero que, ao menos, nos reste um pouco de vergonha, de inteligência e de esperança para mudar o “sistema”, aprofundando a Democracia numa visão verdadeiramente Política e Social. Mas, para isso, é necessário uma outra Cultura. Esta é mesmo a hora da Cultura ou… a hora da incultura e do desespero.

Publicado in Diário de Coimbra, 11 de Fevereiro de 2009, Quarta-Feira, p. 9.
* Professor Catedrático Aposentado de História Contemporânea da Universidade e Coimbra.

quarta-feira, janeiro 7

SOLIDARIEDADE



Pode até haver pouquíssimo tempo para tudo, excepto para causas como esta.

domingo, janeiro 4

POBREZA


Ontem depois de um almôço tardio de fim de férias, porque sou funcionária pública e como tal, para além de férias, feriados e pontes pouco tempo mais me resta para fazer alguma coisa de útil que não seja questionar o trabalho e o empenho dos outros, em causas como esta ( aqui refiro-me às entidades envolvidas na organização do programa); continuando, estava eu numa de zapping pelos 4 canais a que o monte me permite ter acesso e tropeço com o programa objecto deste post e das muitas questões que me ficaram a martelar o juízo.


"HIP HOP POBREZA STOP não é só um concurso, é uma forma de expressão!
Concordo em absoluto!

Porque há mais de 800 milhões de pobres em todo o mundo - 300 milhões são crianças!
Em Portugal, cerca de 2 milhões de pessoas adormecem, todas as noites, com fome.
Constatação de factos indesmentíveis!

E é por isso que a RTP, o Correio da Manhã, a Antena 3 e a Fundação FILOS, se juntaram para ajudar a acabar com esta epidemia.
Aqui é que a porca torce o rabo, PORQUÊ, pergunto eu???????
COMO, pergunto eu??????????????
Txiiiiiiiiiii, o que eu gostaria de respostas a estas questões!

Lançou-se o repto! O público votou através da internet e seleccionou 24 finalistas nas áreas do RAP e do Graffiti a partir de mais de 100 concorrentes, de todo o país! A 3 de Janeiro vamos conhecer os vencedores.
Aqueles que melhor retratarem a pobreza e a exclusão social.
Porque vivem nessa realidade, a maior parte dos participantes a retratou tão bem!

Para os apurar contamos com um júri: Sónia Araújo pela RTP; Álvaro Costa pela Antena 3; Luís Amorim pelo Correio da Manhã; e, aquele que lançou a primeira pedra desta iniciativa: Padre Maia, presidente da Fundação FILOS.
Escolhemos o Hip Hop porque queremos intervir, mudar e revelar. E é assim que vamos lutar!"

Retirei este texto daqui porque preciso que alguém iluminado em visita a esta modesta "barreca" me esclareça por favor, é que eu sou mesmo muito BURRA.

sexta-feira, janeiro 2

SONHOS

"A unidade de nossos povos não é simples quimera dos homens, senão inexorável decreto do destino."
Simon Bolívar

sexta-feira, novembro 21

LUTEMOS UNIDOS

-Cumpre-se mais um dia de luta dos trabalhadores ; para quando melhores dias?

-Mais um dia em que a notícia principal na comunicação social é o BPN; Não chega já?

E que tal seguirmos o conselho destes amigos......

sábado, novembro 8

CONTINUO A GOSTAR

De fins de tarde recheadinhos de notícias tipo:

-" sindicatos apontam para cerca de 150 mil professores na rua em manifestação,
- psp não adianta numeros, é demasiado compacta a mancha humana, para ser possível adiantar quaisquer numeros,

e gosto mais ainda, quando perante a evidência a ministra da educação responde...

-" os sindicatos não apresentam propostas concretas,
- não apresentam casos na comissão paritária(?),
- dirigentes sindicais têm interesses nos partidos,
- as escolas são campos de batalha de politica eleitoral da oposição,
- à falta de propostas concretas, fazem-se manifestações de rua,
- estas manifestações servem para fazer chantagem, não apenas à ministra da educação, mas também aos professores e escolas que seguem e estão com muitas dificuldades a aplicar este modelo de avaliação.

Não vou tecer considerandos sobre o que acabei de ouvir, há uns dias atrás, um amigo meu, fez um comentário num post, ao qual eu entendi não responder porque o mesmo e a matéria, suscitavam em mim, vontade de fazer um post :

"Ioga do Riso ou também chamada Risoterapia"

Considerada pelos terapeutas que a aplicam e por muitos, uma terapia, consiste fundamentalmente em rir, indiscriminadamente provocar o riso " IH,IH, AH,AH" e por aí fora.
À relativamente pouco tempo tive oportunidade de assistir a uma sessão e confesso que efectivamente dei uma belas gargalhadas, não como participante , mas como mera observadora, hoje e depois do que ouvi da ministra da educação, consegui sem esforço nenhum praticar em casa uma coisa de nome muito pomposo e que segundo consta muito benéfica para a saude, e eu, que achei muito dificil vir a praticar aquelas artes, vejo-me na contingência, não só de a praticar com bastante regularidade, como aconselhá-la a muitos.
O descontentamento alarga-se a outros grupos profissionais e as formas de luta adensam-se, o que provocará certamente sessões contínuas de RISOTERAPIA.
A próxima vai ser já

sábado, setembro 13

NÓS

Nós,
os que temos agora vinte e trinta anos
e nos arrasta a inquietação de um mundo mais justo,
não vivemos nunca a liberdade.

Temo-nos andado a chatear, escondidos
ao fundo deste vexado país, e muita vez
nos espantámos da indiferença dos irmãos,
tornados insensíveis e mudos pelo medo.

Algumas vezes tentámos levantar voo
mas topámos com força contra velhas paredes de ódio.
Conhecemos o fel da tranca, a amargura da impotencia,
e os mais ousados conheceram também a sufocação de dias longos
e cinzentos à sombra de geladas grades.

Proclamaremos, porém, que enquanto um fio de lucidez ponha a fé
acima da nossa vontade, não temeremos o veneno
da serpe, porque nos sabemos possuidores da razão.

Proclamaremos, também, que cada dia seremos mais
os que querem, com exigência, um mundo mais justo,
um mundo mais nosso, onde possamos saber pela primeira vez
o que é, e como se vive, a liberdade.

Àlvar Valls
Desviado aos Môços D´Abrila

sexta-feira, setembro 12

COMANDANTE CHÁVEZ

O meu novo IDOLO!

"O novo mundo deve estar constituído por nações livres e independentes"
Simon Bolívar

domingo, julho 27

GRANDE CORRUPÇÃO aumenta em Portugal ( declarações de João Cravinho na RTP2), mas alguém tem algumas dúvidas? Quem não sabe isso? As dúvidas residem apenas para alguns e não é certamente relativamente a estes facto, mas tão sómente ao facto do - nosso POVO insistir em continuar a permitir tal.

quarta-feira, julho 23

MEDOS


Eu funciono um pouco com´áqueles bois de trabalho que predominam mais no Norte do País, atrelados nas cangas, para lavrar os campos, no alentejo são mais as mulas, precisam ser picados pa se mexerem, assim sou eu com o calor, o corpinho nã quer bulir de manêra nenhuma, o sentido, esse então nem se fala, bom mas se me derem uma injecção de mar eu volto aos meus tempos aureos; o que foi o caso ontem.
Estas fotos ( por sinal, tirei eu ) são do meu mar, musa inspiradora, que juntamente com o post sobre o Colombo, me inspiraram mais este.

" Não existe o esquecimento total; as pegadas impressas na alma são indestrutíveis"
Ralph Waldo Emerson

Na aldeia de branco caiada, imperava a pobreza, a fome, mas também a revolta.
Ruas estreitas, solitárias, carregadas de silêncios, porque assim o exigiam as circunstâncias.
Nas duas rondas que a GNR fazia a cavalo, o som dos cascos batendo na calçada, era suficientemente intimidatório - repentinamente - um grito e logo outro, seguidos de outros tantos a ecoar no vazio, a medo algumas pessoas saem à rua, outras espreitam apenas aos postigos entreabertos, uma mulher com algemas é arrastada pelas ruas entre os dois cavalos, não, sem que ela se debelasse e gritasse " bandidos, vocês são uns bandidos".
Estas imagens são dificeis de apagar de uma mente infantil, que de infantil só tinha mesmo o nome, porque a vida a obrigou a olhar o mundo, dos seus 7 anos, de forma diferente daquela que é hoje permitida às crianças -porque ABRIL ABRIU AS PORTAS -
Enquanto sentia o silêncio dos adultos, mantive-o também, contudo, quando em surdina surgem os primeiros comentários, da inocência dos 7 anos pergunto - porque é que a mulher vai presa?
Os adultos entreolham-se tristes e em surdina respondem - schiuuuu.. porque roubou um senhor.
Era tudo tão estranho, tão assustador, estas memórias, por mais que tentemos apagá-las, não se consegue e agora assistindo ao vivenciar de tantos medos por parte de tantas pessoas que se cruzam no meu caminho - medo pela precariedade de trabalho que lhes é imposta e não alimenta a casa nem os filhos, medo da perda mesmo nessas condições, medo , medo medo. Mais do que nunca se justifica escrever estas memórias para que de alguma forma, elas possam contribuir para um incentivo ao não conformismo e a cedência a mais medos.

quarta-feira, julho 2

JUSTA HOMENAGEM

Estas , são para se fazer quando apetece e não em épocas predefinidas.

O que é Bom deve ser referenciado.

IMPERDÍVEL

Este post, à semelhança daquilo que a mim já me habituou.

quarta-feira, junho 11

O PAÍS DE PANTANAS

"Moro, num país tropical,
abençoado por Deus...
e bonito por natureza,
mas que beleza... "
Não, eu moro mesmo num monte, isolada para o bem e para o mal, contudo todos os dias me desloco para a grande cidade, à procura de problemas, porque gosto deles, só por isso.
Hoje ao fazer a aproximação à rotunda principal da grande cidade, noto uma movimentação de forças de segurança, nada habitual, mas como a instalação das mesmas se verificava junto a um bairro problemático ( daqueles que eu gosto particularmente) da urbe, pensei - rusga - nada disso, porque continuei o percurso habitual e eis que o grosso das ditas cujas se me apresenta, juntamente com um numero muito razoável de camions parados e camionistas apeados. Não sei descrever o que senti, respirei fundo, senti o cheiro a luta, um sorriso ilumina o meu rosto, e as recordações de tempos idos avivam-se na minha memória.
Ultrapassada esta fase de passagem pelas movimentações de massas, e estacionada a limusine, preciso de ir às compras antes da hora do almoço, o sorriso desaparece e surge a face da incredulidade, prateleiras dos hiper grandemente desfalcadas, sobretudo dos produtos que eu necessitava.
Ainda não ultrapassada esta fase, e já a caminho de outra superficie comercial, liga-me uma colega a avisar que chegaria mais tarde, porque estava numa fila enorme para atestar o carro de gasolina, porque a mesma iria acabar, não queria acreditar no que estava a ouvir, atenção que este périplo acontece a uma velocidade record, tipo 30 minutos, que era o que eu dispunha para resolver - compras, e a partir daquele momento, também gasolina - a meio do percurso lembrei-me de alguém muito sábio, a minha referência de vida ( PAI) e eis que soluciono tudo de vez.
As compras foram feitas na minha loja COOP, cujas prateleiras tinham stock para abastecer tudo e todos, porque não especulam, esgotam o stock existente no armazém e não o escondem à semelhança do que fazem as grandes superficies comerciais; quanto à gasolina, nada como abastecer habitualmente nas pequenas bombas, liguei para o fornecedor habitual, na bomba de gasolina do monte e eis que vem a informação de que posso abastecer à tarde quando voltar para casa, porque não havia problema de combustível.
É nestes momentos que percebo que adoptei e estou do lado certo da vida. Exactamente por isso vou continuar!

Para além do abastecimeno de viaturas, o nosso povo hoje tem mais uma preocupação acrescida, obtenção de dispensa do serviço para ver o jogo da selecção, belos môços.

quarta-feira, abril 16

O CAMINHO DA LIBERDADE

.... Aquelas duas moças ofereciam-me intuitivamente confiança.
- Fugi do meu país! - disse de chofre
- Mas porquê? - perguntaram as duas, em uníssono e com ar visivelmente intrigado.
- Por causa da politica! - respondi.
Hoje o meu país é um país amordaçado, que não conhece a liberdade nem a democracia. Um país empobrecido, onde os homens são obrigados a ir procurar trabalho noutros países. E depois há os outros, como eu, que fogem da opressão e que procuram resistir lá dentro ou cá fora, ao regime fascista.
É assim o meu país, do qual tão pouco se fala por esse mundo fora.

Para mim, naquele momento, o frio e a fome, as feridas que trazia por dentro e por fora, as balas que haviam ressoado por cima da minha cabeça, os amigos que ficaram na montanha, tudo isso fazia parte dessa aventura, que ficaria também como testemunho da minha luta contra uma forma hedionda de fascismo.

Um vago e confuso sentimento de vitória foi-se instalando insidiosamente em mim. Vitória sobre mim mesmo, vitória sobre o fascismo português, vitória sobre a policia e os militares franceses que pretendiam travar a minha marcha para a liberdade. Senti-me mais forte do que nunca e do que todos, como um herói invencível de uma banda desenhada.

Agradeci, com emoção, àquelas duas alemãs que ficaram a saber que no meio daquela europa dos ricos havia um país sem liberdade, um pequeno país, transformado numa gande prisão, onde a tortura e a morte eram moeda corrente para aqueles que lutavam e resistiam. Apetecia-me chorar e rir ao mesmo tempo, mas depois de tudo o que lhes tinha contado, tinha que dar às minhas companheiras de viagem, a imagem de um militante consciente, combativo e revolucionário, que sabia resistir a todas as emoções....

Alvaro Morna

Excertos, do testemunho na primeira pessoa, do livro que deu título a este post. São memórias como estas, que em momentos de apatia e desalento nos dão força para continuarmos.

sábado, abril 12

UM IDEAL

Donde nos vem a nós, comunistas, esta alegria de viver e de lutar?
A Alegria de Viver e de Lutar vem-nos da profunda convicção de que é justa, empolgante e invencível a causa por que lutamos.
O nosso Ideal é a liberdade de pensar, de escrever, de afirmar, de criar.
É o direito à verdade
É erradicar a fome, a miséria e o desemprego.
Lutar por objectivos como são os que nós comunistas defendemos, lutar por um ideal como é o Ideal Comunista é uma exaltante motivação de entusiasmo e alegria.
ÁLVARO CUNHAL
COMPANHEIRO VASCO

... E partiu porque tinha
um destino; coisa simples
e pouca, mas destino:

Crescer como árvore, resistir
ao vento, ao rigor da invernia,
e certa manhã sentir
os passos de ABRIL (....)

Eugénio de Andrade