quarta-feira, junho 11

O PAÍS DE PANTANAS

"Moro, num país tropical,
abençoado por Deus...
e bonito por natureza,
mas que beleza... "
Não, eu moro mesmo num monte, isolada para o bem e para o mal, contudo todos os dias me desloco para a grande cidade, à procura de problemas, porque gosto deles, só por isso.
Hoje ao fazer a aproximação à rotunda principal da grande cidade, noto uma movimentação de forças de segurança, nada habitual, mas como a instalação das mesmas se verificava junto a um bairro problemático ( daqueles que eu gosto particularmente) da urbe, pensei - rusga - nada disso, porque continuei o percurso habitual e eis que o grosso das ditas cujas se me apresenta, juntamente com um numero muito razoável de camions parados e camionistas apeados. Não sei descrever o que senti, respirei fundo, senti o cheiro a luta, um sorriso ilumina o meu rosto, e as recordações de tempos idos avivam-se na minha memória.
Ultrapassada esta fase de passagem pelas movimentações de massas, e estacionada a limusine, preciso de ir às compras antes da hora do almoço, o sorriso desaparece e surge a face da incredulidade, prateleiras dos hiper grandemente desfalcadas, sobretudo dos produtos que eu necessitava.
Ainda não ultrapassada esta fase, e já a caminho de outra superficie comercial, liga-me uma colega a avisar que chegaria mais tarde, porque estava numa fila enorme para atestar o carro de gasolina, porque a mesma iria acabar, não queria acreditar no que estava a ouvir, atenção que este périplo acontece a uma velocidade record, tipo 30 minutos, que era o que eu dispunha para resolver - compras, e a partir daquele momento, também gasolina - a meio do percurso lembrei-me de alguém muito sábio, a minha referência de vida ( PAI) e eis que soluciono tudo de vez.
As compras foram feitas na minha loja COOP, cujas prateleiras tinham stock para abastecer tudo e todos, porque não especulam, esgotam o stock existente no armazém e não o escondem à semelhança do que fazem as grandes superficies comerciais; quanto à gasolina, nada como abastecer habitualmente nas pequenas bombas, liguei para o fornecedor habitual, na bomba de gasolina do monte e eis que vem a informação de que posso abastecer à tarde quando voltar para casa, porque não havia problema de combustível.
É nestes momentos que percebo que adoptei e estou do lado certo da vida. Exactamente por isso vou continuar!

Para além do abastecimeno de viaturas, o nosso povo hoje tem mais uma preocupação acrescida, obtenção de dispensa do serviço para ver o jogo da selecção, belos môços.

2 comentários:

sousa disse...

vamos ter um ajuste de preços (para+) dada a conjuntura desta crise...
È com estas manobras que a direita justifica a acções mais lesivas dos direitos dos trabalhadores.
Noutro contesto, (mas o mesmo capital) fui assim no Chile entre outros que foram criadas determinadas condições para os salvadores da pátria poderem levar a sua ao moinho...
Abreijos moça de abrila

XICA disse...

Migo, nunca me tinha apercebido da importância quéstes tipos, camionistas, tinham. A palavra camionista, assim de repente, traz-me duas imagens à retina - calendários porno e musculos + tatuagens.
O estado da nação actual mais estas movimentações fez-me lembrar aquela anedota do corpo humano, vou sintetizá-la.
- todos os orgãos no corpo humano queriam ser chefe, após acesa discussão, levanta-se uma vozinha muito sumida, a do cu, reivindicando a chefia do corpo humano, isto provocou risadas hilariantes, olha agora, o cu a querer ser chefe, o dito cujo parou de expelir os dejectos durante 1 semana e querem ver, dores de cabeça, as pernas deixam de ter forças e todos os outros orgãos param de funcionar, acaba o cu por ser eleito chefe.