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terça-feira, setembro 7

E AINDA A FESTA DO AVANTE

...." também eu quero dizer-vos
do meu estar
na festa
Foto José Baguinho
o vibrar-se-me o corpo
o florir-se-me o espirito
o cerrar-se-me
o punho..."

segunda-feira, setembro 6

FESTA DO AVANTE

A embriaguês dos sentidos - num mundo que eu queria constante.

FOTO ROUBADA À MINHA AMIGA SUSETE
Embriagada pela musica, o corpo seguia o ritmo, a alma bebia cada sorriso, cada gesto, a amizade nascia expontâneamente no meu mundo, este mundo partilhado por tantos, tantos mil.

O cheiro a liberdade é puro e nasce em cada um de nós aquela vontade de o partilhar com todos e cada um, o romance é permitido sem tabus, sem a castração de uma sociedade frustrada, caduca.

Em cada ano, fica sempre alguma coisa por viver, por sentir, por dizer, sabe-nos a pouco, queremos mais, apesar da exaustão do trabalho que tão bem conciliamos com tudo o resto.

É assim a nossa FESTA DO AVANTE.

terça-feira, agosto 19

FESTA DO AVANTE

"O Homem Sonha, a Obra Nasce"
A foto foi roubada a um Tovarich, espero bem que ele não fique muito chateado.
Tovarich, roubei a foto porque considero que ilustra muito bem o que pretendia com este post, e sobretudo porque a considero uma bela foto, que veio mesmo a calhar no dia mundial da fotografia. Obrigado mais uma vez!

sábado, abril 26

CÓDIGO DO TRABALHO

Completamente dentro do espírito de ABRIL, aí temos o nosso 1º no seu melhor.

Alterações ao código do trabalho, altamente lesivas para o ZÉ POVINHO, mais uma vez, e como nã podia deixar de ser, eis que a criatura, coitada, vê-se na obrigação de ter que justificar as alterações altamente lesivas para os empregadores dos recibos verdes.

A sério, fiquei cheia de pena do moço Sócrates, já viram coitado, tinha que fazer alguma coisa dentro do espirito da época que se vive, e com tanta movimentação de COMUNAS que praí há, pode ser que isto os venha contentar de alguma forma.

sexta-feira, abril 25

RETRATO

Beja cidade de afectos - por enquanto ainda não - porque esses ficaram algures pelos campos, de onde são originários um numero muito considerável de habitantes da urbe ( exemplo disso é a fuga em massa para as aldeias, nos fins de semana e feriados), lá, procuram-se esses afectos e o tão necessário apoio económico, dado pelos pais, para suportar a dificil vida da cidade.

Cidade onde a qualidade de vida é evidente, mas de que poucos se orgulham e usufruem. Com tempo para a familia, para os amigos para o lazer.
Quanto a este ( lazer), apesar da diversidade da oferta e dos critérios na selecção dos espectáculos, assumindo assim os agentes culturais o seu papel pedagógico, não há motivação para a frequência dos mesmos.

Na noite de ontem passou pelo palco instalado no Parque da cidade, espaço por sinal muito aprazível e sobretudo com a noite que estava, mais convidativo se tornava, uma banda, Couple Coffee que nos trouxe um espectaculo " Co´as tamanquinhas do Zeca"; resultado, 1-0, perdeu o executivo camarário que apostou neste tipo de espectáculo e muito bem quanto a mim, mas não para a grande maioria do público que assistia ao mesmo.
Nas proximidades do local onde me encontrava, estava patente ao público um quadro verdadeiramente hilariante , não sei se melhor este se as "bocas" verbalizadas pelos intervenientes do referido quadro. Não sei se foram os autores da obra prima, se o zé povinho que atribuiu o nome de "brigada dos bochas", ao dito quadro; originadas as mesmas, penso eu, pelos barris de cerveja já ingeridos, misturado com as farturas impregnadas de oleo com kilómetros, disponiveis no recinto.
Depois de uns valentes berros com os filhos que se rebolavam na relva existente e se encavalitavam em cima uns dos outros, e outros tantos com as consortes porque massacravam e exigiam circulação pelo recinto ao invés da estagnação pretendida por eles para mais umas rodadas de cerveja, comentavam - isto é quéi o Zeca? Mas o qué qué isto?
Apesar do meu trabalho exigir proximidade a esta realidade, foi-me dificil e doloroso naquele contexto, porque as minhas expectativas ainda são algumas, ver um quadro com esta qualidade, mais penoso ainda porque o mesmo era vivenciado por individuos de uma geração nascida pós 25 de Abril de 1974.
Logo eu que estava a viver tão intensamente tudo o que ali se passava, porque são poucas as oportunidades que tenho para estes banhos de multidão - a música, as luzes, o próprio cenário tão natural de todo o espaço envolvente, que é maravilhoso - naquele momento só me ocorria um pensamento " espectáculo demasiado herudito para este público" e consegui apesar de tudo, rir sózinha.
Estava eu perante um público apático, envelhecido, não pelos anos, mas pelas mazelas deixadas pelas sucessivas politicas dos desgovernos deste país e a que estes jovens não souberam ou não quiseram dar resposta. Jovens tristes, carregados de filhos, mais filhos das mães do que própriamente dos pais, jovens, sobre quem recai o peso da responsabilidade de constituição de uma familia, não pela necessidade de partilha, de carinho, mas medo da solidão. Vidas de verdadeira escravidão da ostentação, e das aparências, rostos sem alegria, completamente AMORFOS.

GRANDOLA VILA MORENA

O que eu procurei este cartaz e fui encontrá-lo mais uma vez, naquele cantinho maravilhoso, http://www.ocheirodailha.blogspot.com/

TERRA DA FRATERNIDADE.....( Escrevo este post, ao som dela e vendo pela enésima vez, o filme, Capitães de Abril)

Hoje, está uma noite calma, amena, noite de sons que se misturam harmoniosamente, pássaros, grilos, cães, de vez em quando até ovelhas, um pouco mais além os gritos das crianças, numa noite de festa - porquê - eles não entendem, mas é festa e isso é o bastante. Bruscamente e vindo de uma aparelhagem estratégicamente colocada, por forma, a que todos na aldeia passam sentir e viver esta noite tão especial para nós, ouve-se a voz do Zeca, forte, segura mas muito terna - Grandola Vila Morena, Terra da Fraternidade....

Mensagem tão cheia de vida, carregada de esperança, de alegria - é chegada a hora, e todos de punho erguido, gritam, " 25 de Abril Sempre, fascismo nunca mais". De novo a recordação de abraços calorosos, fraternos e quentes, porque muito apertados, de homens, mulheres, novos e velhos, que em completa Liberdade, vivem.
Os sorrisos, esses são inocentes, porque a muitos dos que ali estão ninguém explicou, mostrou ou contou como foi, como se viveu, porque isso, infelizmente até é uma " ganda seca".
Primeiro os sons vindos de longe, depois os céus enchem-se de luz, é o culminar das comemorações do grande dia que foi, é, e continuará sendo na memória de todos nós o 25 de ABRIL .
Só um amor imenso, me impediria de estar e sentir próximo de todos as grandes emoções deste dia; se, é o espectáculo, o fogo de artificio ou seja lá o que fôr, o pretexto, não importa, o importante mesmo é continuarmos a assinalar e comemorar; partilharmos estes momentos, para que não se apague nunca da memória colectiva, o sacrifico e a luta de muitos pela preciosa LIBERDADE.

quinta-feira, abril 24

GRACIAS À LA VIDA

Gracias a la vida,
que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida ( Composição de Violeta Parra)

Esta que acabei de ouvir, é cantada pela ELIS REGINA
Uma das muitas músicas da minha vida, muito especial, daí o registo exactamente neste dia.

sábado, abril 19

ABRIL SEMPRE ABRIL

Hoje, à semelhança de outros dias fui atrás de amigos e descobri um cantinho, http://www.ocheirodailha.blogspot.com/ com o qual me identifiquei de imediato, pelo que não resisti a trazer pá barraquinha este maravilhoso poema copiado de lá.

Abril flor Abril cravo Abril amor
Abril alegria Abril poema Abril força
Abril vontade Abril luta Abril certeza
Abril coração Abril futuro Abril esperança
Abril materno Abril parido Abril criança
Abril fome de Maio Abril aqui Abril Sim
!

Simplesmente LINDO!

sexta-feira, abril 18

URGENTEMENTE

No universo somos sempre nós os seres humanos, quem complica o que poderia ser tão simples.
Precisa-se um mundo mais Solidário, mais Humano, menos complexo - o que nos custa ouvir, ler e sentir o que nos dizem os poetas...




É urgente o Amor,

É urgente um barco no mar

É urgente destruir certas palavras

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas

É urgente inventar a Alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir Rosas e Rios

e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,

e a luz impura até doer.

É urgente o Amor,

É urgente permanecer

Eugénio de Andrade


domingo, abril 13

EXAME DE CONSCIÊNCIA

Porque tardais
em ser realidades
meus sonhos de ventura para todos?
Porque tanto tardais?....

Acaso não merecem
há muito tempo já
a esperada paz os que sofrem
por si
e por desconhecidos
irmãos e camaradas
- companheiros de lutas incruentas,
de sonhos e desditas....

O seu acumulado sacrificio
ganhou esse direito.

Mas eu?...
Que fiz para lho dar?...
Que palavra, que gesto, que revolta
esqueci ou calei, na hora própria,
por comodismo, inércia ou cobardia?

Eu fui talvez, sem querer, o grão de areia
a emperrar a máquina da história.
EU
- e TU?...
e quantos mais também!
Tivéssemos nós querido
despertar a vontade adormecida
marchar em frente, unidos,
de cara descoberta,
alma lavada,
em busca dos fraternos ideais...

É tempo ainda, Amigo
Eu Vou
E Tu, Desperta e Vem...

Francisco Miguel Duarte

sábado, abril 5

25 DE ABRIL DE 1974

Amanhecer mágico - hoje não vais à escola, ficas em casa - a ânsia de liberdade e igualdade, o desafio ao fascismo pairavam no ar, dando lugar ao dia que seria na nossa memória, marcante pelo fim de muitos anos de tristeza, de silêncio, fome, miséria, desemprego e sobretudo, muitos medos, este dia nasceu em nome dos direitos dos mais fracos.
As ruas e as praças enchem-se de camponeses, pescadores, operários e soldados - homens, mulheres, crianças, novos e velhos, todos de mãos dadas, cantando a uma só voz " O povo unido jamais será vencido".
Por todo o País, soldados e povo, manchas enormes de verde misturado com o vermelho das bandeiras ondulando, hasteadas com a garra de quem queria, num só dia, viver uma vida - os medos de que tudo não passasse de um sonho, eram muitos.
Este e os que se seguiram, foram dias de muita Festa, Alegria desmedida e também muita Musica.
Conquistou-se a LIBERDADE, o respeito de um ser humano pelo outro, uma combinação quase perfeita entre os direitos e os deveres, sem que cada um invada o espaço que por direito pertence ao outro.
Hoje, cabem no meu País, situações como as descritas na reportagem exibida pela RTP e premiada - " A vida presa por um fio"- situações de violência e violações sobre crianças; então porquê o nosso espanto e indignação, surgidos após a exibição de uma outra reportagem sobre agressões de alunos a professores?

Se a Fome, a Miséria, o Desemprego, a Insegurança e os medos de caminhar pelas noites citadinas voltaram ao nosso País!

segunda-feira, março 31

CANTORES DE ABRIL

" Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sofia de Mello Breyner

" A todos os que, com Coragem, Sacrifício e Esperança, construíram durante anos o que viria a ser o 25 de Abril de 1974.
À memória de José Afonso, amigo e cantor de Abril"

Poderiam ser palavras minhas, mas estas não são, transmitem contudo muito bem o meu sentir, e constam do livro " O 25 de Abril contado às crianças... e aos outros", de José Jorge Letria e João Abel Manta.
Avizinha-se o mês do ano, que eu considero mais lindo, pelo que aqui fica a antecipação ao que será esta barraquinha durante este mês.