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sábado, maio 30

DESAFIOS DE MUDANÇA



2 MILHÕES NO LIMIAR DA POBREZA
1 264 346 TRABALHADORES PRECÁRIOS

Portugal é um dos países onde as desigualdades sociais são mais acentuadas, sinónimo de diagnósticos e politicas incorrectas, projectam-se TGV(s), comboio de alta velocidade, um novo aeroporto, numa muito injusta primazia ao fachadismo eleitoralista em detrimento da dignificação das pessoas .

"Desafios de Mudança" é o lema do 1º Encontro da Rede Social do Concelho de Beja, agendado para os próximos dias 3 e 4 de Junho, no auditório do Núcleo Empresarial da Região de Beja.

Durante dois dias serão discutidos assuntos relacionados com as crianças e jovens em risco, o abandono escolar, a educação de adultos ou o processo de integração dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção.

No final do encontro, o presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, Fernando Castro, abordará o tema da desertificação, uma das áreas que mais preocupa todos aqueles que vivem no interior do país, numa alocução intitulada de "Inverno Demográfico".
O 1º Encontro da Rede Social do Concelho de Beja é organizado pela Câmara Municipal de Beja e pelas instituições que integram a Rede.

sexta-feira, setembro 12

OS DIAS...

São caixinhas de surpresa das quais tento disfrutar da melhor forma possível.
Umas vezes cheios de problemas, coisas que não consigo resolver, tristezas, decepções, lágrimas, percursos tortuosos;
outros, cheios de surpresas boas, alegrias, vitórias e conquistas.
Muitas vezes sou obrigada a parar e olhar, apesar da falta de tempo e acabo por dar aquele mimo que tanto se necessita, é pedido e nele não se repara.
Hoje, alguém com 91 anos, completamente autónoma, lúcida e linda, de olhos azuis, depois de falar comigo durante algum tempo obrigou-me, melhor, intimou-me a parar e dizer-lhe -" quando fôr velhinha, quero ser como a senhora, assim, bonita" -
Ela expôs problemas, ela pediu apoio, mas os meus vicios profissionais deixavam apenas transparecer uma instransponível barreira, que ela contornou de uma forma muito elegante e saíu dali com a certeza que mais uma vez havia ensinado algo que jamais esqueceriam, disse-me tão simplesmente à despedida
- " Muito obrigado
pela sua gentileza,
a senhora
é boa pessoa,
disso,
tenho quase a certeza"
E eu, fiquei a pensar!

quarta-feira, julho 23

GIPSYS

Se o Samuel cobrasse de cada vez que fazemos cópias, referências ou inclusivamente retiramos muito boas ideias do blog dele, certamente a sua situação financeira estaria em alta. Bom, mas enquanto ele não cobra por tudo isto nós vamos aproveitando e vamos brilhando por conta das ideias dele.
Lá, está quase tudo, não apenas no post em si, como nos comentários, e eu não me sinto sózinha, porque nos meandros onde me movimento a opinião é outra.
A questão fundamental, quanto a mim, sem pretensões a solucionar alguma coisa e muito menos ainda a ser uma iluminada, considero ser - imposição da sedentarização, associada esta a politicas economicistas, dá o bonito trabalho que aí temos e de que todos estão fartos de assistir pelos media.
Vejamos os bastidores das politicas sociais concebidas para todos, sem excepção, independentemente da raça, côr ou etnia - Rendimento Social de Inserção, anteriormente chamado de Rendimento Minimo Garantido, implementada desde 1997 data a partir da qual começa a ser exigida a sedentarização destas familias, grandes beneficiários da medida, pela impossibilidade em se fazer prova da existência ou não de rendimentos.
De entre as várias acções de inserção direccionadas para a familia, que a referida medida contempla, uma delas é a " Integração em acções de Realojamento" que é assinada pelas autarquias locais, parceiros obrigatórios. Outra é a " Integração das crianças na rede do pré escolar e Ensino público, ou ainda a integração dos adultos em acções de formação e alfabetização" como elementos criadores de condições de empregabilidade para estes.
O não cumprimento desta contratualização leva à suspensão da atribuição da prestação e para o cumprimento deixa de haver lugar ao nomadismo.
Por outro lado temos as forças de segurança a imporem o cumprimento de uma lei instituida no nosso país que refere " a impossibilidade de permanência destas, em determinado local por tempo superior a 48 horas, salvo erro".
Entram então as "soluções" milagrosas de resolução destes problemas - construção de bairros ou habitações completamente inadequadas, quer pela dimensão, quer pela localização das mesmas - e eu pergunto, aliás já perguntei em vários sitios onde estas questões são discutidas e sempre consigo provocar uma gargalhada geral, sem que que eu entenda porquê, porque têm que ser os organismos estatais a solucionar os problemas de qualquer etnia? porque não impôr a resolução desses problemas às familias à semelhança do que acontece com os que não são ciganos ou pretos ou marroquinos?
Não entendo o paternalismo para com minorias, decididamente não vou entender nunca, a criação de organismos estatais especificos para o tratamento das questões de minorias. Porque pela experiência que eu tenho, estas minorias depois de instaladas à conta do paternalismo de todos nós, invertem a situação rápidamente e tornam-se maiorias, sufocando tudo e todos que estão à volta.

quarta-feira, março 12

AMIGOS


Os AMIGOS são simples, como aquela estradinha de terra no interior, onde do alto da colina podemos avistá-la inteirinha, sabemos onde podemos ir e onde podemos chegar, são transparentes e confiáveis.


Ontem foi dia de Xaravais, eu o xico e a meia leca andámos nos campos em serviço, dificil tarefa, que só aligeira, quando nos concentramos nas maravilhosas paisagens que o nosso Alentejo oferece. Este é o caminho que nos leva à piscina privada do xico; a mesma será objecto de um post, porque as histórias são muitas, histórias de infâncias de crianças bem amadas; crianças que eram o centro do mundo, e cujos natais eram enriquecidos, não com brinquedos, mas com histórias dos avós; familias enormes e solidárias; de crianças que eram ensinadas a respeitar, não apenas as pessoas, mas e sobretudo o património envolvente, porque em muitos casos era o objecto de subsistência destas familias.

É assim, divagando sobre as nossas infâncias, é assim que dissertando sobre as nossas histórias de vida, e estabelecendo paralelismos com o hoje, que muitas vezes encontramos respostas nunca antes ponderadas por nós.