
Não consigo explicar as emoções sentidas ao olhar o horizonte e a palete de cores únicas que um céu de azul intenso do Alentejo me dá; não consigo explicar a emoção, ao sentir o sol acariciar-me suavemente como se quisesse preencher-me os vazios da distância; não consigo explicar a alegria sentida ao recordar precisamente hoje, as emoções do dia 13 de Fevereiro de 2008.
Rotinas, cansaço, comportamentos automatizados feitos de um completo desinteresse.
O desespero estimulava a imaginação mas o isolamento e a inexistência de feedback conduzia novamente ao desalento e ao desinteresse.
Era assim, mas o entusiasmo
de uma grande amiga, numa manhã luminosa e fria de Fevereiro, com um sol grandioso como só o Alentejo sabe produzir, constituindo um sopro de brisa fresca e limpa, surge
“O CATRINA”, e uma
XICA renovada de esperança, de expectativas e com uma enorme sede de descoberta de novos caminhos, novos horizontes.
Entre gargalhadas, vamos lançando as sementes da seara despretensiosa que queriamos, porque feita de afectos, carinho e de ternura.
Após a mensagem de BOAS VINDAS, surgem os primeiros
amigos, vindos ao cheiro das estevas que crescem no meio da seara, da dormência e do aconchego de saberes e sabores, de ideias que vão fluindo transformadas em letras e finalmente os primeiros incentivos à continuidade.
A título de balanço direi que me sinto bem neste aconchego, que preciso e gosto muito de vos ter aqui, de vos receber aqui.
"Muntos Mimos" especiais neste dia.