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quarta-feira, outubro 12

O MEU IDOLO

Faria hoje 80 anos....
Percorro as nossa ruas, tentando vê-las com o mesmo olhar de quando as percorria pela tua mão segura e carinhosa carregada de afectos,
acaricio cada cantinho,
recordo todos os dias a cada minuto os ensinamentos preciosos, mantenho a rectidão de carácter que constituia pra ti uma bandeira
e o coração,
esse está cheio de tudo e todos mas vazio de ti, porque cheio de saudades do doce olhar, da partilha de uma vida
e as pérolas (lágrimas) teimam em regar a horta que plantaste.
O castelo que erigiste ao longo da tua vida junto com muitos companheiros e camaradas, não passa de um amontoado de pedras que exige reconstrução urgente e para a qual tento não perder forças.
Amo-te muito 
e sim foste o melhor que me aconteceu na vida
Ter-te como pai

segunda-feira, outubro 6

MISSÃO CUMPRIDA

Desejou muito e da força do seu querer, eu nasci. Amou, educou, acompanhou o meu crescimento tanto, quanto lhe foi possível.
Lutou por uma sociedade mais justa, mais humana e mais igual para todos, com a mesma força, convicção e vida com que me desejou.
Teve um percurso de vida em que muitos momentos foram escolhidos por ele e outros impostos pelas circunstâncias.
Muito amado, admirado e respeitado por todos que o conheciam - cumpriu a missão que se propôs - deixando contudo na memória de todos, o exemplo de uma vida, e eu, vou lembrá-lo sempre, como aquilo que sempre foi para mim - O meu Idolo-

sábado, março 22

MÃE

Os beijos mais doces teu rosto,
inundaram.
Os abraços da alma teu corpo,
apertaram.
Parabens MÃE, os anjos,
cantaram.

Francisco do Ó Pacheco

Hoje é ela que faz 72 anos!
O meu ancoradouro seguro, cheia de garra, supriu muito bem a falta da presença do pai.

terça-feira, março 18

ÍDOLO




O imaginário feminino é fértil na criação de ídolos, o meu imaginário não o criou, limitou-se a tê-lo como referência ao longo da minha vida.


Vivemos numa sociedade constituida maioritáriamente por pessoas que avaliam muito e sentem pouco, amanhã será o dia em que se pronuncia uma palavra mais intensamente, quando mais não seja, explorada pela publicidade. Por isso mesmo, eu decidi homenagear o meu - PAI - hoje. Todos os dias faço questão de lhe dizer e demonstrar como ele foi, é e continuará a ser importante, pelos ensinamentos que me deixa, pela generosidade, pelo carinho….

Emoção, ternura, tristeza é um misto de sentimentos sempre que se pronuncia a palavra – PAI – bom, sensível, carinhoso e sobretudo alegre, gracejava com todos e ria imenso, ocultando assim os seus sofrimentos.

Sem mãe aos 11anos; na adolescência, enquanto os outros frequentavam festas e bailes, ele afastava-se da vida comum e despertava para novas ideias, que o levaram às prisões – humilhações, torturas, perseguições – dominava o pensamento revolucionário como um mestre, de discurso fácil e sentido, foi sempre admirado e respeitado por quantos o conheciam; pela simplicidade, clareza e força com que falava da penosidade da vida, da violência, da mentira e da injustiça.

Seguem-se muitos anos de emigração, porque acreditava num mundo melhor e mais justo para uma filha que deixava com 6 meses e só voltou a ver já com 3 anos. A irregularidade das visitas ao nosso país termina com ABRIL de 1974, data a partir da qual, eu tenho um pai a tempo inteiro.

Um pai de olhos azuis muito expressivos e sempre me lembro deles a expressarem descontentamento; trabalhador zeloso, exigente e com limites bem definidos.
Por tudo isto, acredito na imortalidade das pessoas honestas e corajosas, na imortalidade daqueles que me deram a felicidade de viver a vida magnifica que vivo, que me embriaga de alegria, pelo crescimento das ideias a que sou fiel.