quarta-feira, fevereiro 27

8 DE MARÇO

Somos formatados desde que nascemos, com base em padrões e crenças bem definidos pelos nossos antecessores, os comportamentos que desenvolvemos ao longo da nossa vida, são reflexo desa formatação, senão vejamos:
HOMENS - Ser forte, indestrutivel, por isso mesmo não lhes é permitido expressar sentimentos (chorar é coisa de mulheres, oferecer flores é mariquice)

MULHERES - Independentemente das capacidades que têm, desde pequenas somos educadas a acreditar que não somos capazes de tomar conta de nós próprias, sózinhas ( onde há uma panela - Mulher - há um testo - Homem - pra ela)
Para além da formatação a que cada ser humano é submetido, independentemente do sexo, ainda herdamos a chamada carga genética, elemento decisivo para o aspecto da nossa "Montra", e aí é o caos.
Quando esse aspecto, foge aos padrões definidos pela sociedade, para a mulher como ser perfeito, que tem que ser, entra a publicidade, e o papel desta, é bombardear-nos com uma parafernália imensa de produtos que, supostamente, irão fazer de nós esses seres perfeitos.
Às expectativas goradas seguem-se as frustrações, porque os resultados obtidos para além de não serem os esperados, obrigou-nos a abdicar de muitas outras coisas, pelo dinheiro investido; a aceitação/admiração pelos outros também não corresponde ao que se pretendia.
Deixo aqui uma sugestão, para além das muitas que certamente terão, para neste dia, pararmos, reflectirmos e porque não, sermos nós, enquanto educadores, agora, a romper com a formatação das nossas crianças e transmitir-lhes que o nosso próprio valor e a nossa auto estima são algo de fundamental, porque nós não somos só corpos, somos pensamentos, somos sentimentos.....
Sonhadora - é o 1º pensamento que vos ocorre ao ler este post, a mim apetece-me citar-vos um poeta popular sábio
" ... O Homem Sonha Acordado
Sonhando a Vida Percorre
e desse Sonho dourado
só Acorda quando morre.."

8 comentários:

Susete Evaristo disse...

E a mim faz-me alembrar aquela anedota quando num salvamento por helicopero a corda na podia com todos: 10 homens e 1 melher. Um tinha de deixar a corda. Nenhum qu´ria atão a melher disse:tábeim é vô déxar a corda cus homens sã mais precisos, p´ra governar;p´ra mandar; sã mais competentes mais trabalhadores;mais entiligentes. Quando acabou este descurso todo elugioso os homens bateram palmas....

Susete Evaristo disse...

helicoptéro é qué q´ria dezer.

Susete Evaristo disse...

Agora a sério amiga, não sei que idade tens mas o que dizes de que as
“MULHERES - Independentemente das capacidades que têm, desde pequenas somos educadas a acreditar que não somos capazes de tomar conta de nós próprias, sózinhas ( onde há uma panela - Mulher - há um testo - Homem - pra ela)”
era o que se dizia antes dos anos 60. Não é em vão que os anos 60 são uma referência. Garanto-te que a geração de 60, contribuiu e muito para a mudança de mentalidades. Quem viveu intensamente aqueles anos acostumou-se à luta, entendeu o que era pensar pela sua própria cabeça, foram anos de descoberta e de afirmação que deram novo sentido à condição de ser mulher. Sem medos, nem constrangimentos. E foi essa forma nova de pensar que transmitiu aos seus filhos. Hoje, não obstante aquilo que dizes sobre as frustrações e tudo o mais, a mulher conquistou a igualdade e tem mais condições de não se deixar subjugar. Não me digam que a sociedade é que exige isto ou aquilo, a mulher hoje, tem todas as condições de ser mulher por inteiro mas, como a escolha é livre, também pode optar por ser simples dondoca.

Mar disse...

Minhas meninas! Tão crescidas que elas estão....:-))

Agora a sério, gosto de as ver debater estas coisas.

xica disse...

Miga susete, também vô escrever à séria, todo o investimento feito pela geração de 60 foi válido até à minha geração - as quarentonas - toda a geração posterior - as chamadas trintonas - está confinada outra vez, não ao universo tão fechado, como o era anteriormente, dos maridos, casa, etc, mas é quase assim. È este o comportamento das minhas colegas, que estão nessa faixa etária, e um outro exemplo que me marcou profundamente, pela subserviência daquela mulher ao marido - uma jovem de 32 anos com 3 filhos, perdeu o direito à prestação de RSI porque o marido não a queria a trabalhar, queria-a a cuidar dos filhos em casa, nota que foram os dois no dia da assinatura do acordo, comunicar isto mesmo, a todos os técnicos,ficaram assim apenas com o vencimento dele, 800 euros. Garanto-te que como técnica no terreno, o universo dos exemplo que te dei não é tão pequeno assim, como nós gostariamos. Houve efectivamente um retrocesso enorme, dedicação aos filhos, a um grupo de amigos muito restrito, etc,etc.

Susete Evaristo disse...

Nem posso perceber como é possivel viver assim, confinada a um nucelo restrito. Eu, que sempre fui senhora do meu nariz e em certa medida pioneira na abertura de novos horizontes. Em Serpa fui a primeira mulher a usar calças, a andar de mota, a usar biquini e mini saia. E quando todas usavam mini saia fiz uma saia comprida, que deu que falar.

Susete Evaristo disse...

Mais uma coisa de que me orgulho consegui transmitir aos meus filhos estes valores e eles são pessoas desempoeiradas, responsaveis e como se costuma dizer, sem macaquinhos no sótão.

xica disse...

A falta que tu fazes por estas bandas menher! tô quasi sózinha nessa guerra contra o comodismo e a acomodação, guerra essa que actualmente tem tido poucas batalhas, dada a dedicação de que falei anteriormente, mas nã sô criatura de me escalfar depressa, já disse que vô voltar, os muletos que se preparem pró dia do regresso da xica.