Quando os teus pais me disseram que iria ser tua madrinha, o facto deixou-me muito contente porque era a primeira vez que este acontecimento se verificava na minha vida, sem contudo ter minimamente noção do que o mesmo significava.
De padrinhos, eu tinha a noção de que o meu era muito importante para mim, tinha sido durante muitos anos um grande amigo, ao jeito dele havia-me aberto horizontes totalmente desconhecidos e que de outra forma eu não conheceria; hoje, ele continua a ser aquele grande amigo, presença serena, sempre disponível, incondicionalmente disponível, quando todos se afastaram.
Perante isto, a única coisa que eu sabia é que queria ser assim contigo, mas sempre com muito medo de investir afectivamente, para não perder.
E assim surge o primeiro banho, surgem as mudas de fraldas, os biberons, as papas, o cortar as unhas sentadinho no meu colo, tarefa esta só minha, porque era a única pessoa com quem não refilavas ao desempenhá-la.
E vamos ficando cada vez mais próximos, quando partilhamos brincadeiras, festas de aniversário, festas de infantário, idas ao colégio, jogos, passeios, gostos comuns, cumplicidades de loucuras de vida, e tu sempre presente na minha vida e eu sempre presente na tua.
Esta partilha, este amor, sempre incentivado e acompanhado de muito pertinho por alguém muito especial para nós dois,
a tua mãe, que fez questão desde o momento do teu nascimento que eu fosse uma madrinha sempre presente na tua vida, envolvendo-me, apoiando-me nas várias decisões a tomar e sendo conivente com elas.
Foi ela que me ensinou a amar-te.
Hoje 25 anos passados, aqui estou eu, armada em quota a tentar descrever o indescritível – a relação de nós dois – porque feita de partilha, cumplicidade, carinho, ternura, em síntese, de muito amor.
Vou confessar-te umas coisitas,
sempre me senti muito orgulhosa de ti, desde o tempo em que passaste por meu filho, até hoje que já passaste por meu namorado e sobretudo, sempre gostei de deixar muita gente pelo caminho cheia de “invejinha” porque tu és o meu “tronguinho”.
Hoje especialmente, quero dizer-te mais uma vez –
GOSTO MUITO DE TI – bom dia de aniversário FÔFO. ( E agora diz lá, bem daquele jeitinho - madrinha, tu és completamente louca).