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segunda-feira, agosto 24

BEM SEI












Que prometi aqui contar as aventuras da viagem, só que a magana foi tão curtinha, foi mesmo só de passagem, que há tão pouco para contar - houve sim muito para sentir e esse não se explica, pura e simplesmente - sente-se.


As fotos ajudam a entender por onde viajou a mente e o misto de sentimentos que deu origem ao post de baixo porque espelham as contradições do mundo. O que somos verdadeiramente, e o que conseguimos fazer com ele ( mundo).

sexta-feira, agosto 14

domingo, julho 5

UM DOMINGO NA INFÂNCIA


Aos domingos, quando os sinos tocam

de manhã, o que neles se toca é a manhã,

e todas as manhãs que nessa manhã

se juntam, com os dias da infância que

nunca mais acabavam, as casas da aldeia

de portas abertas para quem passava,

as ruas de terra batida onde as carroças

traziam as coisas do campo, os cães que

corriam atrás delas, uma crença no sol

que parecia ter expulso todas as nuvens

do céu, e a eternidade desses domingos

que ficaram na memória, com o ressoar

dos sinos pelos campos para que todos

soubessem que era domingo, e não havia

domingo sem os sinos tocarem a lembrar,

a cada badalada, que os domingos não

são eternos, e que é preciso viver cada

domingo como se fosse o primeiro, para

que o toque dos sinos não dobre por

quem não sabe que é domingo.
Nuno Júdice